• Você já parou para pensar sobre o que é a luz? Como será que ela é produzida? Porque será que ela possui cores diversas?

E mais....

• Como os cientistas explicam tudo isso? Ou seja, que modelos científicos são usados para construir esse entendimento?

• E por falar nisso, o que será que é um modelo científico?

A luz sempre fascinou a humanidade e, por causa disso, diversas maneiras diferentes foram desenvolvidas para tentar entender os fenômenos luminosos. Diversos modelos foram propostos com essa finalidade. Vamos aqui tentar discutir alguns desses modelos e falar um pouco sobre os homens que os desenvolveram. Mas antes, vamos falar um pouco sobre o que é um modelo científico.

Segundo o dicionário Houaiss e Koogan (1999), modelo é aquilo que serve de objeto de imitação ou ainda, modelo matemático é a representação matemática de um fenômeno físico humano, feita para que se possa melhor estudar o original. De acordo com o Dicionário Oxford de Filosofia (BLACKBURN, 1997), o termo ‘modelo’ pode ser definido como uma

“representação de um sistema por outro, usualmente mais familiar, cujo funcionamento se supõe ser análogo ao do primeiro”.

Um modelo científico pode ser considerado como uma criação cultural, fruto do entendimento de uma dada comunidade científica.

E, devemos lembrar, é sempre uma representação da realidade e não a realidade. Para Batista (2004),

[...] um modelo é uma entidade natural ou artificial, relacionada de alguma forma com a entidade sob estudo ou a alguns de seus aspectos. Esse modelo é capaz de substituir o objeto (entidade) em estudo (isto é, de servir como uma “quasi­entidade” relativamente independente), e de produzir (sobre essa investigação) certos conhecimentos mediados concernentes à entidade sob estudo (BATISTA, 2004, p.466).

Ou seja, um modelo científico é algo que os cientistas constroem para facilitar o estudo dos eventos naturais. Para ler mais sobre modelos científicos, clique aqui AQUI.

Os primeiros que propuseram um modelo sobre a natureza da luz foram os gregos, com Aristóteles (384­-322 a.C.) propondo que saía dos nossos olhos uma onda vibratória que atingia os objetos e tornava-­os visíveis, em oposição a proposição de Platão (427­-347 a.C), que dizia que todo objeto visível emitia uma corrente constante de partículas luminosas que atingiam os nossos olhos (CÉZAR, 2003). Mas, povos como os árabes e chineses (CARVALHO, 2005) também ajudaram neste estudo. Por exemplo, no final dos anos 900 o árabe Ibn Al­Haytham (965­1039), conhecido como Alhazen, introduziu o conceito de raio de luz, usado até hoje nos estudos da Ótica Geométrica.

Ao longo dos séculos, os modelos para explicar a luz passaram dos ondulatórios aos corpusculares e de novo aos ondulatórios. Vários cientistas se ocuparam da tarefa de propor um modelo que desse conta de explicar os fenômenos associados com a luz!

Robert Grosseteste, Leonardo da Vinci, René Descartes, Francesco Grimaldi, Robert Hooke, Isaac Newton, Christiaan Huygens, Thomas Young, entre muitos outros, estiveram envolvidos com estudos que tentavam propor uma teoria para a luz. Uns adotavam uma perspectiva corpuscular enquanto outros optavam por uma interpretação ondulatória. Para conhecer um pouco sobre o que cada um deles dizia sobre a luz, clique aqui [PÁGINAS DAS BIOGRAFIAS].

Para entender um pouco mais…

Se você tiver interesse ou curiosidade sobre os temas abordados aqui, listamos abaixo outros materiais que podem ser úteis. 

Referências Bibliográficas
BATISTA, I. L. O ensino de teorias Físicas mediante uma estrutura histórico-filosófica. Ciência e Educação, v. 10, n. 3, p. 461-476, 2004.
BLACKBURN, S. Dicionário Oxford de Filosofia. Tradução de Desidério Murcho, et al. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
CARVALHO, S. H. M. Einstein: Uma Luz sobre a Luz. 2005. Seção: A Natureza da Luz: onda ou partícula. Disponível em: <http://www.cdcc.usp.br/fisica/Professores/Einstein-SHMCarvalho/node5.html>. Acesso em: 03 jun. 2015.
CÉZAR, C. L.; ALEGRE, T. P. M. A Natureza da Luz: Instrumentação para o Ensino. 2003. 60 f. Monografia (Especialização) - Curso de Física, Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2003. Cap. 1. Disponível em: <http://www.ifi.unicamp.br/~lunazzi/F530_F590_F690_F809_F895/F809/F809_sem2_2003/002561Thiago_Lenz_F809_RF.pdf>. Acesso em: 03 jun. 2015.

         HOUAISS, A.; KOOGAN, A. (Ed.). Enciclopédia e Dicionário Ilustrado. 4. ed. Rio de Janeiro: Edições Delta, 1999. 1808 p.